Sexta-feira, 25 de Abril de 2008
para ti...

Tens as mãos acorrentadas e eu sinto o teu sangue a escorrer

 

São coradas as lágrimas que caem dos olhos que viste nascer...

 

Também sei que não me queres, mas sei que só a mim me tens:

 

É a minha imagem que tu vês, é o meu sorriso que te alenta...

 

E, por estares longe, eu sofro...

 

Por estares longe, eu choro...

 

Entro em desalinho e não sigo em frente, não há caminho.

 

Porque o meu coração parou quando o teu se aprisionou!

 

( E agora sou capaz de te amar, tu és capaz de me amar...de sonhar comigo, de chorar por mim, e de eu chorar contigo!)

 

Logo agora que a minha mão conseguia abraçar a tua, logo agora que os meus olhos fechados decidiam esse perdão tão difícil noutros tempos.

 

Pede-me desculpa, eu desculpar-te-ei!

 

Diz-me que me amas, eu sempre te amei!

 

Nunca pensei em olhar para ti como hoje, nem sequer me orgulho de ti, mas amo-te tanto, tanto, tanto...

 

Se soubesses, se quisesses saber, pai...

 

E as minhas mãos amarram-se ao passado, diminuem e não conseguem já abraçar as tuas, não as encontram, perderam-se no meu coração...

 

 



publicado por v às 20:20
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