Tens as mãos acorrentadas e eu sinto o teu sangue a escorrer
São coradas as lágrimas que caem dos olhos que viste nascer...
Também sei que não me queres, mas sei que só a mim me tens:
É a minha imagem que tu vês, é o meu sorriso que te alenta...
E, por estares longe, eu sofro...
Por estares longe, eu choro...
Entro em desalinho e não sigo em frente, não há caminho.
Porque o meu coração parou quando o teu se aprisionou!
( E agora sou capaz de te amar, tu és capaz de me amar...de sonhar comigo, de chorar por mim, e de eu chorar contigo!)
Logo agora que a minha mão conseguia abraçar a tua, logo agora que os meus olhos fechados decidiam esse perdão tão difícil noutros tempos.
Pede-me desculpa, eu desculpar-te-ei!
Diz-me que me amas, eu sempre te amei!
Nunca pensei em olhar para ti como hoje, nem sequer me orgulho de ti, mas amo-te tanto, tanto, tanto...
Se soubesses, se quisesses saber, pai...
E as minhas mãos amarram-se ao passado, diminuem e não conseguem já abraçar as tuas, não as encontram, perderam-se no meu coração...